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Educação abaixo de zero

Apesar de ser exclusivamente para os paulistanos gritarem e reclamarem as dores – cada vez maiores – de se viver na maior, mais vibrante, mais viva e mais problemática cidade brasileira, abro hoje um espaço para esta carta de uma professora da Campinas. Até porque, a reclamação dela, dirigida à secretária estadual de Educação, diz respeito aos paulistanos que dependem da Rede Estadual de Ensino, uma das piores do país, segundo o IDEB.
Veja abaixo.

Quero aqui expressar, com todo o respeito, a opinião de uma profissionalque, pensa que a educação pública de boa qualidade é fundamental para odesenvolvimento do país e que, por isto mesmo, tem orgulho de pertencer ao
Quadro do Magistério Estadual Paulista.Tenho 15 anos de trabalho na Escola Pública de São Paulo, 11 dos quais emsala de aula e os últimos 04 na Supervisão de Ensino. Tenho lido com muita apreensão algumas matérias que saem
nos jornais e naRevista ‘Veja’ que, a meu ver, têm colocado a maior parte daresponsabilidade dos males da educação nos professores e gestores escolares,sem, contudo, fazer uma reflexão mais profunda sobre esta
situação.Concordo que há um número grande de professores sem condição para assumiruma sala de aula. Mas há que se perguntar: por que isto acontece? Se ajustificativa do fracasso da educação está neste fato, por que aceitar
professores tão mal formados?É triste pensar que boa parte dos professores é formada em cursos que nãopreenchem os mínimos requisitos para formar bons professores. Não posso deixar de pensar que isto parece uma política muito bem pensada.
Professores mal formados formam mal seus alunos e, por isto mesmo, não têm odireito de receber salários dignos de um bom profissional.Os bons profissionais acabam abandonando a carreira pois não são valorizados
tanto financeiramente, como do ponto de vista social. Nem o Estado, nem asociedade respeitam estes profissionais. E como resgatar o respeito perdidoperante a sociedade, se toda campanha que o governo e a mídia em geral fazem
por uma educação de qualidade, é uma campanha contra os professores, sempreapontados como os grandes culpados pela situação da escola pública?No entanto, quando alguns de nós afirmamos que é preciso fiscalizar, com
mais firmeza, os cursos para que passem a formar professores competentes, lávem aquela ‘baboseira ideológica’ (me desculpe por emprestar suaexpressão)de que somos um bando de castristas autoritários.
Ninguém reclama quando a vigilância sanitária fecha um estabelecimento quenão segue as mínimas regras – afinal é uma questão de saúde pública -.Mas quando falamos da necessidade de fiscalizar as instituições de ensino
superior e tomar atitudes firmes contra aquelas que formam mal, é umagritaria geral.Em uma entrevista à ‘Veja’ a senhora afirma que ‘num mundoideal’ fechariaas faculdades de pedagogia porque seus cursos são ‘exclusivamente
teóricos,sem nenhuma conexão com as escolas públicas e suas reais demandas’ (Veja,13/02/2008). Na verdade, senhora secretária, uma boa parte dos cursos são vagos mesmo eos alunos não tem aulas de tipo algum, sejam teóricas, sejam práticas. Penso
que qualquer reforma no ensino básico será infrutífera se não acompanhadadeuma reforma profunda nos cursos que formam professores.Outra questão reside nas condições de trabalho.Muito tem se falado no exemplo finlandês, especialmente em matérias da
‘Veja’. Convenhamos, nenhuma delas explica muito bem a situação dosprofessores finlandeses, tão citados como exemplares. Matéria do’WashingtonPost’, disponível na Internet (washingtonpost.com, acesso em fevereiro de
2007) e intitulada ‘Focus on Schools Helps Finns Build a ShowcaseNation’,fornece dados que possibilitam ver as diferenças entre as condições detrabalho dos professores daqui e da Finlândia. Neste país, a profissão é
valorizada, os professores são respeitados pela sociedade e se orgulham desua profissão.Quase todos são mestres, no mínimo. Será que se formam em cursos vagos, de fim de semana? Cursos reconhecidos pelo Governo e que cresceram exponencialmente a partir
dos anos 90?Aqui em São Paulo, até mesmo o programa ‘Bolsa Mestrado’ foi suspensopelogovernador José Serra.Na Finlândia, os professores não são horistas; são contratados paratrabalhar em uma única escola; têm dedicação exclusiva, tendo tempo para
desenvolver projetos que favoreçam a aprendizagem. Enfim, sãoprofessores-pesquisadores, com condições para tal. Aqui, senhora secretária,professor da escola pública é horista e dá até vergonha de dizer quanto
valea hora / aula de um professor. Para compor o salário os OFAs se deslocam deuma escola para outra para completar a carga horária. Muitos efetivos decargo, para aumentar a renda, acabam acumulando cargo no próprio Estado ou
no Município. Isto sem falar naqueles que também atuam em escolasparticulares. Em relação a esta questão, outra matéria ‘vejiana’ afirma quesalário nãotem relação com qualidade de ensino. Citando a Finlândia, afirma que lá os
professores ganham quase o mesmo que a média do salário nacional, enquantoos professores daqui ganham cerca de 50% a mais. Ora, eu gostaria de ganharum salário igual ao da média nacional, desde que a nossa média nacional
fosse igual à da Finlândia. Como os professores de lá, com certeza eu nãoreclamaria. Como diversos estudos mostram, números são interpretados emfunção de nossas intenções e visões de mundo. Como educadora e com uma
visãodiferente da ‘vejiana’, penso que devemos lutar por um futuro em que amédiados salários daqui possa se comparar à de países que oferecem uma vida maisdigna aos seus cidadãos.Aliás, é interessante observar que matéria da própria ‘Veja’ (Veja
SãoPaulo, de 16/04/2008), mostra que salário tem sim relação com a qualidade deensino. A matéria nos informa que a média dos salários dos professores das10 melhores escolas no ENEM 2007 é de R$ 6.000,00. Há professores que
recebem mais de R$ 9.000,00. São professores bem formados, valorizados e comdedicação exclusiva. Sei das dificuldades de se arcar com custos de salários tão altos para osprofessores das escolas públicas, mas dizer que ganhamos bem e que
reclamamos à toa beira é brincadeira de mau gosto, para não dizer que pareceum discurso ensaiado e de má fé.Voltando à Finlândia, lá o sistema é ‘rich in staff’, como éafirmado namatéria do ‘Washington Post’. Há funcionários, psicólogos e
especialistas emcrianças com necessidades especiais. Já aqui… Lá o sistema seleciona os melhores professores, pois os valoriza. Aqui osistema contrata professores mal formados exatamente porque não os valoriza.
Só quando os professores forem profissionais bem formados, receberemsalários dignos de sua profissão e forem respeitados enquanto profissionaisé que o Estado terá condições de exigir resultados. Aí sim poderá avaliar
eaté mesmo criar mecanismos para excluir aqueles professores que não tenhamcompromisso em sua profissão, tal como na Finlândia ou nas escolasparticulares. Do contrário, as avaliações só continuarão a mostrar o fracasso do
sistema.Penso ser urgente pensar nestas questões, pois não adianta cobrar melhoranos resultados de aprendizagem se não há um sistema de contratação deprofissionais bem formados, sejam professores, sejam gestores.
Concordo que o problema da má qualidade de ensino não se resolverá apenascom aumento de salário dos professores. Mas os profissionais da educaçãopública precisam ter seus salários revistos. Repito: sei das dificuldades de o Estado arcar com uma folha de pagamento
alta como das escolas particulares, mas nosso salário está vergonhoso e nãoacredito que o governo do Estado mais rico da Federação não poderia oferecerum pouco mais.Há também outros problemas que precisam ser enfrentados, de fato.
Acho no mínimo preocupante quando a senhora afirma, em uma das reportagens(Folha deSão Paulo, 25/02/2008), quando questionada sobre as ‘falhas dos governostucanos’ (Covas, Alckmin), que prefere dizer que os
problemas atuais sãoestruturais. Não são falhas de um governo que está aí há anos, não équestãode incompetência. São questões estruturais. No entanto, quando dizemos que muitos dos problemas da escola pública são
estruturais (salários baixos, lotação, prédios horrorosos, lousas caindoaospedaços, falta de laboratórios, violência, indisciplina, etc.) ouvimos queisto é reclamação sem fundamento; que é só saber bem o conteúdo e boas
técnicas didático-metodológicas que tudo se resolveria (isto fica bem claroquando lemos o ‘Caderno do Gestor’ que acompanha a nova ‘PropostaCurricular’). Mas quando questionada em uma das reportagens sobre as condições das
escolas, a senhora diz que o governo faz o que pode, manda verbas, mas ànoite a escola é invadida e roubam os fios. Isto não é contraditório? Ogoverno tem desculpas, não é sua culpa, é da estrutura e dos vândalos
queinvadem a escola.Agora, quando um professor tem que enfrentar uma classe lotada, sem a mínimaestrutura, ele tem que se virar. Não tem desculpas… Em outras palavras: todas as falhas dos governos passados não são falhas ou
questão de incompetência, são problemas de estrutura. Mas quando osprofessores dizem que a estrutura atual do sistema de ensino contribui muitopara o fracasso escolar, o governo diz que isto é desculpa, que é’baboseira
ideológica’, e que basta ser competente e saber o conteúdo que tudo seresolverá.Voltando à tão citada Finlândia, fica claro que lá os professores sãocompetentes, como se afirma, porque bem formados, valorizados e com
condições estruturais bem melhores que as que temos no Estado de São Paulo.Portanto, falar em qualidade em salas lotadas, sem condições estruturaissatisfatórias e sem professores bem formados (bem diferente do tão
faladosistema finlandês), é falar para ‘inglês ouvir’.Em suma, uma educação de qualidade reside no tripé salários dignos,condições de trabalho e compromisso profissional. Só quando o Estado pagarsalários dignos e fornecer condições para os professores e gestores
desenvolverem seu trabalho, poderá selecionar os melhores e até mesmo criarformas de excluir aqueles que não tenham compromisso.Em tempo, senhora secretária: fiz mestrado e doutorado e não ganho o salárioque estão dizendo por aí que eu ganho.
Muitos de meus colegas me perguntam por que ainda estou na educação públicaganhando um salário tão baixo que não condiz com a minha formação.Respondoque escolhi isto por acreditar que estou exercendo uma profissão chave para
um país que deseja um futuro mais digno; que ainda acredito na educação eque, sim, tenho um compromisso ideológico com a escola pública. Mas a seguirsua visão e a visão ‘vejiana’ de educação, senhora secretária,
isto deve sermais uma das minhas baboseiras ideológicas’.

Profª Drª Clarete Paranhos da
SilvaSupervisora de Ensino – Campinas Oeste

To Gritando

Hoje, 23 de junho de 2008, um funcionário da CET, aqui na Rua Diogo Jácome onde trabalho, parou seu carro próximo a Rua Brás Cardoso. Em um poste está fixada uma placa que indica que é proibido parar ônibus e caminhões. Mas nosso “colega marronzinho” desceu de seu carro e começou a multar os carros que estavam parados próximos a esta placa. O segurança da empresa veio nos avisar que nossos carros estavam sendo multados e fomos falar com o “marronzinho”. Quando dissemos que era proibido parar ônibus e caminhões, o mesmo olhou para a placa e disse: “é mesmo”. Sem falar mais nada, ele entrou em seu carro e foi embora. Se o segurança não tivesse nos avisado e nós não tivéssemos ido falar com ele, pelo menos 10 carros teriam sido multados. Isto é ou não é a “indústria de multas”? A CET, famosa Companhia de Estatística de Trânsito precisa instruir melhor seus funcionários. Quantos outros casos destes devem ter acontecido em São Paulo?

Leonardo Carmo de Oliveira

Mudamos

Comunicamos aos amigos do Grita São Paulo que mudamos de endereço. Estamos agora no www.gritasp.com.br. Aguardo o grito de todos vocês por lá.
Abraços,
João Carlos Damasceno Assmar.

Voltando a ativa

Depois de alguns dias de férias – é, blogueiro também tira férias -, resolvi voltar ao batente. Já descansei a garganta bastante pra gritar com mais força.
Nesse tempo que me ausentei, recebi dois post. Um do Mário, que grita contra mais um imposto no Brasil. O outro do Roldão, que reclama das prioridades do nosso prefeito, que é desatenta com a periferia. Seguem abaixo:

“A administração atual só pensa em obras para Jardins Europa, América…, embelezar ruas, como a Oscar Freire…, favorecendo grandes empresários, com qual interesse?. Seria bom, o prefeito olhar um pouco mais para periferia da cidade que se encontra esquecida. Buraco por toda parte e lixo por todo canto.
Roldão Soares”

“Mais uma vergonha em nosso país…o CSS.
Até quando teremos que conviver com isso?
Será que teremos de pagar o imposto da polícia no ano que vem?
E depois? qual será o próximo? O imposto para se ter professores na sala de aula? Ou melhor mais um talvez como a taxa do lixo que a Marta havia criado quando foi prefeita.
Quando os políticos vão aprender a fazer as contas e finalmente entender que se deve gastar no máximo a mesma quantia que se tem orçada?
Tomara que os Srs Senadores nos salvem dessa vergonha e que os Srs deputados tenham vergonha na cara e saiam do conforto de utilizar os hospitais particulares e tentem utilizar a rede pública onde se espera anos por uma simples consulta.
Quem quiser fazer parte e dizer que é contra este novo imposto pode registrar no abaixo assinado da radio Eldorado http://www.radioeldorado.com.br/am/campanha_css/index.asp

Obrigado pela oportunidade de registrar mais um desabafo.
Abraço,
Mario Rodrigues
mariobrf@yahoo.com.br”

Cresce a olhos vistos o acúmulo de lixo em toda São Paulo. Bem embaixo do viaduto da Avenida dos Bandeirantes, no último contorno da Avenida Ibirapuera, montes de lixo se acumulam. A queixa é geral. O que o leitor Mário Rodrigues escreve abaixo só faz reforçar essa sensação que todos vivemos, do descaso das autoridades municipais com a limpeza urbana.

“É incrível, mas bem próximo a administração da Prefeitura temos um lixão sendo estruturado abaixo do viaduto da Radial Leste, onde ficam funcionários do CET todos os dias desviando o transito, porém nada se faz pra corrigir o problema.
Temos um criadouro de pragas a céu aberto, onde pessoas carentes trabalham na separação de lixo sem nenhuma proteção ou condição digna de serviço.
É uma vergonha o prefeito que se gaba de ter limpado a cidade, regulamentando a propaganda de empresas – que a propósito me parece boa iniciativa – deixar tal situação ao descaso.
Quem sabe um dia teremos uma cidade estruturada como ela merece ser.”

Mário Rodrigues.

Calçada Sonrisal

O leitor Carlos Han Chung Sun, do Jornal da Tarde, afirmou àquela folha que o novo calçamento da Avenida Paulista em nada difere das calçadas que existem em frente aos bares da Zona Leste. Pior, os comerciantes da Paulista já apelidaram o novo piso de Sonrisal, pois derrete na água.

O Estadão, no dia 09/11/2007 e a Folha da Tarde no dia 29/04/2008 trazem notícias sobre os problemas no novo calçamento da principal e mais famosa avenida de São Paulo.

Mas o que mais causa indignação, não são os defeitos nem os atrasos na obra, mas a iniciativa da Prefeitura que, na Folha de hoje (28/05/08 ) afirma que vai usar o calçamento da paulista como modelo para reformas semelhantes em toda cidade. Isso é de doer.

Infelizmente, não tenho como colocar os links dessas matérias aqui no Grita São Paulo, porque elas são restritas aos assinantes desses jornais. Mas, basta uma caminhada no trecho em frente ao Hospital Santa Catharina, próximo ao Paraíso, para comprovar a péssima qualidade do piso que virará modelo para as demais calçadas paulistanas.

Até parece que o trânsito de São Paulo é uma maravilha, pois só às vésperas do fim da gestão atual é que o prefeito Gilberto Kassab decidiu realizar um concurso para a contratação de novos fiscais de trânsito, os populares (às vezes nem tão populares assim) “marronzinhos”. O problema é que a iniciativa da Prefeitura gorou porque a Prefeitura falhou na distribuição da prova do tal concurso, que deveria ocorrer no último domingo (25/05).

É bom ressaltar que o concurso para a contratação dos “marronzinhos”, antes de ser uma tentativa de melhorar a fiscalização do trânsito, trata-se de uma jogada de marketing, de uma ação feita com um olho na platéia e o outro na urna. Isto porque a Legislação Eleitoral proíbe a contratação de servidores públicos três meses antes ou depois das eleições e, um concurso realizado a esta altura, só permitirá aos aprovados o ingresso no serviço após fevereiro de 2009.

A pergunta que fica é:

- Por que o prefeito, ciente da falta de fiscais, não providenciou a contratação destes antes do prazo de proibição imposto pela Legislação Eleitoral?

E este questionamento, só o próprio poderá responder. O que fica parecendo, é que o prefeito tenta, com essa iniciativa, dar uma satisfação aos paulistanos, numa tentativa de mostrar à sociedade que está agindo para evitar o agravamento do caos. Mas o fato é que, durante a gestão Marta Suplicy foram recrutados 600 “marronzinhos” e que, hoje, o número de “marronzinhos” da CET é equivalente ao do último ano do governo Pitta.

Em outras palavras, o governo de Serra/ Kassab conseguiu até diminuir o número de fiscais, em relação à gestão anterior. E, após quase quatro anos assistindo passivamente ao esvaziamento da CET, as autoridades municipais resolveram realizar um concurso, que deixou mais evidente a sua própria falta de capacidade planejamento e de gestão, pois sequer distribuir as provas, a Prefeitura conseguiu. Vai ver foi porque os responsáveis pela distribuição ficaram presos no engarrafamento.

PODEMOS EVITAR E ACABAR COM A DENGUE. Vontade política é igual a menos mortes e contagiose. Também é mais barato. Espero que os governos façam campanhas expressivas e corajosas o tempo todo para evitarmos, no próximo ano, novo surto DA DENGUE. Usem a matemática já que “problema de saúde pública” parece ser importante só para dar Ibope.

VIDAS NÃO CONTAM. Contem o dinheiro gasto então. A repercussão desta epidemia no exterior. LIMPEM A CARA.

Atenção na profilaxia, na prevenção, (afinal este não é um País em desenvolvimento?) na orientação, na vigilância, etc, para poupar vidas.

Bem sei que a maioria “dengosa” é pobre, mas são eles que elegem os governantes, pensando que vão fazer o que prometem.

FAÇAM. Mostre que podem realizar muito mais que programas que nunca saem do papel, apesar de não saírem da mídia.

O Brasil merece respeito.

Rosa Cândida
Uma cidadã brasileira

O Departamento de Sistema Viário (DSV) e agora também a Polícia Militar estão gastando blocos e mais blocos de multas sem dó nem piedade. Agora, conscientizar o motorista, isso eu nunca vi nenhum guarda fazer, nem comigo e nem com ninguém. Além dos guardas, têm as câmeras colocadas em todo lugar e lendo placas até no rodízio.

Acho que deve existir justiça, se a prefeitura multa porque o sujeito passou o farol ou ultrapassou a velocidade permitida da rua, ok, tudo bem. Que todos sejam multados, isso é a lei. A Prefeitura, porém, tem que manter as calçadas sem buracos e com acessibilidade e não faz. Então, multemos a Prefeitura. Tem que manter as ruas sem buracos, porque quando um carro cai no buraco ele sofre danos e o proprietário é quem paga. Mais uma vez, multemos a prefeitura. Tem que cuidar da Educação, da Saúde, das enchentes, da poluição, do trânsito, que traz prejuízo para todos – e muito prejuízo. Multemos a prefeitura.

Transporte público, se todos deixarem os carros em casa e forem trabalhar de metrô ou ônibus, não vai ter, certo? Multemos a prefeitura.

E a nossa multa tem que se feita do mesmo jeito que a deles. Colocamos um papelzinho amarelo na Prefeitura. Se as multas estiverem certas, a gente recebe e se elas estiverem erradas, a Prefeitura terá um prazo para recorrer e provar que não estavam errados.

Que tal? Direitos iguais. Erramos, somos multados. Eles erram, nós multamos. Assim eu topo. Assim eu acho justo.

Senão eu GRITO e GRITO muito. Grite comigo.

Victor Plese

Só discordo de Victor em um ponto. Não deve ser a Prefeitura que terá que pagar as multas – pois o dinheiro sairia do nosso bolso de contribuinte -, mas o prefeito e seus secretários e subprefeitos.

O trânsito, realmente, só faz piorar em São Paulo. E é, sem dúvida, o principal motivo dos gritos que ecoam neste blog. A leitora Laila Guilherme foi mais uma pessoa que resolveu botar a boca no mundo e denunciar o descaso das autoridades com o bairro onde mora. Ela até fala que houve mudanças na orientação do tráfego de veículos no bairro, mas, ao invés de melhorar, a situação piorou. Leia o grito de Laila aí abaixo:


Já há tempos escrevo para jornais e rádios e nada de solução. Ao contrário, a CET fez mudanças, e foi pra pior. Falo do perímetro entre a Avenida Alcântara Machado (Radial Leste) e Ruas Visconde de Parnaíba, Dr. Almeida Lima e Rua do Hipódromo.

Há tempos peço que todas as ruas sejam de mão única, já que é permitido estacionar dos dois lados, inclusive nas ruas Frei Gaspar e Ipanema. Fizeram mudanças, para pior: há trechos da mesma rua em que a mão é dupla e outros em que a mão é única, nas Ruas Frei Gaspar, Visconde de Parnaíba, Dr. Almeida Lima e Almirante Brasil.

No perímetro, há a Universidade Anhembi-Morumbi, o Metrô Bresser, várias linhas de ônibus e novos prédios residenciais, e muito trânsito de carros e de caminhões, já que ainda existem muitos galpões e fábricas.

Em todas as ruas é permitido estacionar dos dois lados e há horários em que a espera de farol para atravessar a Radial pela Rua do Hipódromo ou pela Almirante Brasil, dependendo do sentido, dura uma enormidade de tempo.

Além disso, há muitos buracos e o asfalto está totalmente irregular, precisando de recapeamento.

Laila Guilherme – Mooca

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